Halloween TDZ 2026: o tema é só o começo
Atualizado: 24 de set.

Cinco criadores aceitaram entrar num Desafio Halloween TDZ 2026
Mas eles não vão decidir tudo sozinhos.
Nas próximas semanas, Raquel, Ciça, Amaury, Caios e JJ Diógenes vão transformar suas próprias interpretações de Halloween em tênis artesanais reais.
Eu também vou entrar na bancada.
Só que existe uma diferença importante nesta edição:
Quem estiver acompanhando não vai apenas assistir.
O público vai conhecer os criadores, acompanhar ideias, votar em caminhos, ver mudanças acontecerem e no final, ajudar a escolher uma das peças da coleção.
O Halloween é o tema.
O verdadeiro desafio é descobrir o que acontece quando criatividade, técnica, prazo e opinião do público entram na mesma bancada.
Este ano não queremos apenas fazer um desafio
O Halloween TDZ já aconteceu antes.
Na edição passada tivemos criadores, layouts, inteligência artificial, lives, processo e peças físicas.
Foi bom.
Por isso mesmo, repetir não seria suficiente.
Neste ano, a proposta cresceu.
Como eu disse na abertura:
“Ano passado a gente fez um desafio. Este ano a gente vai construir uma coleção.”
No fim da jornada, os trabalhos não serão cinco experiências soltas.
Eles passam a formar a Coleção Halloween TDZ 2026, com conceito, autoria, história e resultado físico de cada criador.
Só que antes dos tênis vêm as pessoas.
E essa primeira matéria é sobre elas.
Quem aceitou entrar nessa
O mais interessante desta edição é que ninguém começa exatamente do mesmo lugar.
Tem veterano.
Tem novato.
Tem quem já participou.
Tem quem domina o trabalho manual, mas vai precisar sair do próprio estilo.
Tem quem terá que enfrentar não apenas a bancada, mas também a exposição.
Raquel | @coisasdakeka

Raquel já é artesã em Minas Gerais e tem um trabalho marcado pelo cuidado e pelo acabamento de alta qualidade.
Essa é sua segunda participação no Halloween TDZ.
E justamente aí está o desafio.
Halloween não faz parte naturalmente da linguagem do trabalho dela.
Então, em vez de evitar o tema, Raquel escolheu usá-lo como exercício para sair da zona de conforto e colocar sua criatividade em outro território.
Porque uma coisa é criar dentro daquilo que você já domina.
Outra é continuar sendo você mesmo quando o tema não foi escolhido por você.
JJ Diógenes | @monarcarestauracao

JJ Diógenes vem da Baixada Santista e já tem experiência com restauração.
É também seu segundo Halloween TDZ.
Na edição anterior, entregou um trabalho que chamou bastante atenção.
Agora volta com outro tipo de pressão:
Surpreender de novo sem simplesmente repetir aquilo que já funcionou.
E existe uma coisa curiosa em fazer algo muito bom uma vez.
Na próxima, a régua já começa mais alta.
E por ser mais experiente tem uma missão em auxiliar os mais novos, um dos papéis de um TDZ é sempre segurar a mão de outro TDZ e o JJ Díogenes é muito bom nisso.
Caios | @caiosnavarresvicente

Caios é novato no TDZ.
Também está entrando pela primeira vez no desafio.
E resolveu começar com uma missão que não é pequena.
Criar.
Se expor.
Cumprir prazo.
Apresentar ideias.
Receber opinião.
Depois transformar tudo isso em uma peça física.
Ele promete dedicação e fazer o melhor que conseguir.
Parece simples.
Mas talvez seja exatamente assim que uma trajetória começa:
Não tentando provar que já sabe tudo, mas aceitando descobrir do que é capaz.
Amaury | @passossneakers

Amaury também é novo no TDZ, mas já mostrou habilidade no que começou a desenvolver.
No Halloween, existe um desafio além da técnica.
A timidez.
Porque esta edição exige interação.
O público vai acompanhar.
Os criadores vão aparecer.
Vão explicar escolhas.
Mostrar processo.
Receber comentários.
Então, para o Amaury, talvez existam dois desafios acontecendo ao mesmo tempo.
Um na bancada.
Outro fora dela. E os dois contam.
Porque saber fazer é importante.
Saber mostrar aquilo que você faz também é parte da vida de um criador.
Ciça | @passosemdor

Ciça é podóloga.
Entende de pés profissionalmente.
Mas existe outro detalhe que torna a participação dela especialmente interessante.
Ciça tem 65 anos.
E ela quer usar o desafio para mostrar uma coisa muito simples: não existe idade obrigatória para aprender algo novo, criar, se desafiar ou fazer algo que dá prazer.
Talvez alguém veja um projeto como esse e pense:
“Isso já não é para mim.”
Ciça pretende responder de outra maneira.
Com dedicação. Criatividade.
E um tênis feito pelas próprias mãos.
E eu também vou para a bancada

Eu poderia organizar tudo.
Apresentar os participantes.
Acompanhar os trabalhos.
Avaliar no final.
E ficar assistindo.
Mas não faria muito sentido.
Eu não podia colocar todo mundo no campo de batalha e ficar olhando de fora.
Então também vou criar uma peça para a coleção.
Eu não participo da avaliação técnica que eu mesmo farei depois, mas participo do processo como criador e como mentor da experiência.
Halloween já faz parte do meu trabalho autoral e eu já construí uma coleção própria nesse universo.
Então o meu desafio também existe:
Voltar para um território que já explorei e encontrar algo novo para dizer.
Mas o desafio não é fazer um tênis de Halloween
Essa é a parte que talvez mais importe.
Se fosse apenas escolher preto e laranja, colocar alguma referência de terror e montar um par, não precisaríamos de uma temporada inteira.
O desafio é outro.
Criar algo diferente.
Aparecer.
Trabalhar com prazo.
Mostrar processo.
Lidar com erro.
Mudar de direção quando necessário.
Ouvir.
Escolher.
Executar.
E terminar.
O próprio regulamento desta edição coloca isso como espírito central do projeto: cada participante entra sabendo que precisará sair um pouco da própria zona de conforto.
A frase que guia a edição resume melhor:
“Quero terminar esse projeto olhando para a peça e pensando: eu não teria feito isso se não tivesse aceitado o desafio.”
E é aqui que o público entra
Essa edição não foi pensada para ser assistida de longe.
O público faz parte do caminho.

Durante a temporada, quem acompanha poderá:
votar em direções criativas, acompanhar bastidores, comentar, torcer, acompanhar mudanças e, no final, participar da escolha pública da coleção.
Isso cria uma situação interessante.
O criador tem autoria.
Mas não tem controle absoluto sobre tudo.
E isso se aproxima muito mais da vida real.
Porque quando você cria profissionalmente, nem sempre tudo começa apenas no seu gosto pessoal.
Existe cliente.
Briefing.
Preferência.
Referência.
Opinião.
Limite.
E existe uma habilidade que precisa aparecer no meio disso:
interpretar sem perder identidade.
O público pode escolher o caminho. Mas quem cria continua sendo o criador
Essa regra é importante.
Nas próximas etapas, os criadores vão apresentar caminhos para o público participar das escolhas.
Mas participação não significa tomar o trabalho da mão do artista.
A lógica oficial da edição é simples:
O público escolhe o caminho. Quem cria é você.
A execução continua nas mãos do criador.
Material.
Acabamento.
Adaptação.
Problema técnico.
Mudança necessária.
Solução.
É aí que a imagem encontra a realidade.
Porque no computador tudo pode parecer perfeito.
Na bancada, o material responde.
A costura responde.
A forma responde.
O solado responde.
E o criador precisa resolver.
Não queremos mostrar apenas o par pronto
Essa talvez seja uma das partes mais importantes do Halloween TDZ 2026.
Você vai ver resultado.
Mas também vai ver caminho.
Erro.
Mudança.
Teste.
Dúvida.
Solução.
Coisa que funcionou.
Coisa que precisou ser refeita.
O regulamento foi construído justamente para que bastidores, mudanças de rota e soluções façam parte da história, em vez de esconder tudo e mostrar apenas a peça final.
Porque é fácil admirar um tênis pronto.
Mais interessante é descobrir o que precisou acontecer para ele existir.
Uma comunidade não aparece numa lista de benefícios
É muito fácil escrever:
“temos uma comunidade”.
Mas comunidade de verdade aparece quando alguma coisa acontece.
Alguém pede opinião.
Outro ajuda.
Um mostra erro.
Outro compartilha solução.
Alguém trava.
Outro incentiva.
Tem gente em níveis diferentes, com dificuldades diferentes, tentando avançar.
E é por isso que eu gosto tanto desse projeto.
Talvez acompanhar o Halloween TDZ seja uma das maneiras mais claras de entender o que acontece dentro do TDZ.
Não porque todo mundo sabe tudo.
Mas porque ninguém precisa fazer tudo sozinho.
Hoje você conheceu quem entrou
O Halloween TDZ 2026 já começou.
Mas esta é apenas a apresentação.
Hoje você conheceu as pessoas.
As histórias.
E os desafios particulares que cada uma trouxe para dentro da experiência.
Daqui para frente começam as escolhas.
E aí o público deixa de ser apenas espectador.
Começa a fazer parte do caminho.
O tema é Halloween.
Mas talvez, no final, o que mais assuste cada criador seja justamente descobrir que consegue fazer algo que ainda não sabia que conseguia.
Hoje você conheceu quem aceitou o desafio.
No próximo capítulo, começam as ideias.




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